 | Sobre a Casa | |
Casa Contemporânea, espaço multidisciplinar que realiza exposições, encontros e debates sobre arte, arquitetura e assuntos correlatos. Localizada na Vila Mariana à Rua Capitão Macedo, 370. Oferece atelier livre para desenvolvimento de produções individuais e galeria para exposições e comercialização de obras de arte contemporânea. Para contato: casacontemporanea370@gmail.com tel: 55 11 2337-3015
| a casa | May 13, '12 5:30 PM for everyone |
 exposição com os artistas Julieta Machado, João Carlos de Souza e Lynn Carone ocupa todo o espaço expositivo com trabalhos que foram pensados especialmente para a Casa Contemporânea resultando em instalações, fotos e vídeos. O conceito desenvolvido em reuniões com o curador Marcelo Salles envolve a poética que eles desenvolveram ao longo de suas trajetórias e a questão de uma casa como metáfora de corpo onde acontecem relacionamentos e questões de envolvimento social, tanto no caráter privado como público. Abertura: 19/05 - das 11 às 17h. visitação: de 22/05 à 23/06/2012 terça a sexta das 14 às 19h. sábado das 11 às 17h. Rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana - SP tel: (11) 2337-3015 casacontemporanea370@gmail.com mais informações consulte: www.casacontemporanea370.com

|  | Coletiva com as artistas: Ana Almeida, Beatriz Nogueira, Eliana Assis, Malvina Sammarone, Marilde Stropp, Natasha Barricelli e Ruth Alvarez, inaugurada em 14/04, está em sua última semana. Não deixe de visitar. Até sábado, 12/05.
Rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana - SP de segunda a sexta das 14 às 17h. sábado das 11 às 17h. casacontemporanea370@gmail.com
SOBRE UMA EXPOSIÇÃO – SETE NA CASA
O que é uma exposição? Como a vemos ou como ela se configura? Seria ela um “evento”? Essas são perguntas que faço não só em relação às exposições aqui na Casa Contemporânea, mas em outros espaços e condições, além de teorias que tentam transforma-las no próprio trabalho. Uma exposição não é simplesmente um ajuntamento de trabalhos (embora muitas exposições o sejam...) tampouco um evento convertido em trabalho; se assim, simploriamente fosse, prateleiras com louças ou com auto peças também estão expostas ou então ela se reduziria ao dia da abertura e, portanto, morreria assim que nasce. Exceto se todos os dias fossem de abertura... convenhamos que neste caso melhor seria ir a um show já que, aí sim, a única intenção é se divertir. A dimensão de uma exposição é bem outra: é a dimensão do questionamento e da explicitação da dúvida sobre o fazer, onde o artista coloca não só para quem vê como para si mesmo sua produção fora da proteção do atelier. Tendo uma trajetória de alguns anos em pesquisa e produção é assim que este grupo de sete artistas se coloca para nós. Os desenhos de Beatriz Nogueira poderiam ser classificados também como site specific pois, em sua relação simbiótica com o espaço que ocupam, seus quase esqueletos e colagens vão crescendo ao mesmo tempo em que transformam o espaço em que estão e que nos recebe. Analogamente, Ana Almeida com suas esculturas moles, quase seres que perpassam pelos espaços como se procurassem algo, talvez sua própria história, completa-se com uma série de fotos. Nada mais apropriado que o título Quando fui outro, retirado de Fernando Pessoa. Eliana Assis, com o trabalho segundo clichê, usa imagens de jornal onde intervêm tanto na imagem como na disposição gráfica. Aqui não há intenção de uma história a ser contada, mas sim uma maneira de intervir em um suporte truncado, congestionado e através disto ressignifica-lo, alterando imagens para criar composições variadas. Marilde Stropp ocupa a sala de vídeo com Água Pesada. Como na poesia dinâmica de Edgar Alan Poe aqui a visão idílica de cursos d’água límpidos cede lugar a um magma infecto e repugnante que, porém, nada mais é que... água. Na parte superior temos Ruth Alvarez, Natasha Barricelli, Beatriz Nogueira e Malvina Sammarone. Beatriz, de forma diferente de sua intervenção no piso inferior, instala um portal que parece ora dividir a sala em duas ora serve como uma moldura para o que vemos, mas é um elemento autônomo. Natasha também cria uma “moldura” para uma imagem, mas qual é ela? Tal e qual o roubo de uma peça famosa, o inventário de Natasha se faz pelo que não vemos, mas intuímos que havia. Ruth Alvarez tenta dar presença ao tempo com Relógio de areia. Através de um vídeo e desenhos mostra-se uma tarefa interminável tornar visível o tempo, mas por meio dessa circularidade tomamos contato com a dimensão abstrata desse tempo, que oscila entre o racional, o mecânico e o intuitivo, o biológico. Talvez, dessa forma, possamos compreendê-lo melhor. Malvina Sammarone, com o projeto um em cada mão, também oscila entre dois campos. Os vídeos que ela apresenta, mais do que um processo são metáforas do fazer artístico, do embate entre um lado racional e outro intuitivo. Aqui a busca da coordenação física incerta, tateante, em traduzir um enunciado mental tem uma demonstração clara. O trabalho artístico é, na grande maioria dos casos, um fazer solitário. Unir-se em grupo pode nos ajudar a pensar, facilitar atividades externas a este fazer, mas ligadas a ele. Não é outro o motivo pelo qual o artista produz para si mesmo, mas busca o outro porque sabe que é isto que o conecta com a humanidade e, em essência, com o que ele é.
Marcelo Salles
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 O Acervo Móvel é um projeto itinerante que se configura como um acervo de publicações, livros de artista, múltiplos e objetos de pesquisa em torno da questão da arte impressa, experimentação gráfica e do livro enquanto suporte na arte contemporânea. Mesmo se propondo em ser viajante o Acervo Móvel ficará ancorado no espaço da Casa Contemporânea em São Paulo. O Acervo Móvel pretende assim ser um meio de pesquisa, leitura, colaborações por meio de doações e difusão. No dia 12 de maio de 2012 a sobrelivros lançará publicamente este novo projeto que contará com um dia de ações e uma pequena exposição. Para o lançamento contaremos com a participação do Ateliê 397 que exibirá seu projeto “Edições 397”, a artista Paula Ordonhes que apresentará uma pequena exposição de seus trabalhos impressos mais recentes e o coletivo Charivari que realizará uma ação com carimbos das 14 às 17h. Serviço: Local: Casa Contemporânea – Rua Capitão Macedo, 370. Contato: (11) 2337-3015 www.pesquisandolivros.multiply.com / http://www.casacontemporanea370.com Data: 12/05/2012 das 11 às 17h e-mail: sobrelivros.sobrelivros@gmail.com 
|  | Muito além das louras geladas, uma viagem pelo universo das cervejas especiais. Cerveja é muito mais que aquela gelada servida nos bares e botecos. Que tal se surpreender com os diferentes sabores e estilos cervejeiros em uma degustação muito especial, em um espaço voltado para a arte e a cultura. Serão 4 cervejas importadas de países como Bélgica, Rússia, França e Inglaterra.
No dia 4 de maio, o sommelier de cervejas Alessandro Pinesso conduziu a degustação, que incluiu uma aula sobre história da bebida, serviço (temperatura, copos, etc.), dicas de harmonização e curiosidade. Maiores informações consulte www.casacontemporanea370.com Não perca a próxima!
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|  | Aconteceu no sábado, 28/04 o encontro com Rafaela Jemmene apresentando o processo de pesquisa de Mestrado e os trabalhos e desdobramentos que dela surgiram. "em um espaço diminuto", refere-se ao período de vivência de aproximadamente um ano da artista em um pequeno quarto vazio que era parte de uma grande casa situada na Rua Simpatia, no bairro da Vila Madalena, zona Oeste da cidade de São Paulo. O Quartinho foi um espaço de reflexão sobre alguns conceitos como: espaço e lugar, tempo e sua passagem em um determinado espaço e o vazio. Partindo deste espaço e destes conceitos, a artista realizou diversos trabalhos e experimentações em múltiplas linguagens como: fotografia, desenho digital e desenho de observação. Para a discussão Rafaela convida o arquiteto e artista visual Marcelo Salles.
Rafaela Jemmene Artista visual Mestre em Artes (linha de pesquisa em Poéticas visuais) no Instituto de Artes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), graduada em artes visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo (2008). Desde 2005 participa de exposições em salões de arte, galerias e espaços culturais. É membro do grupo de estudos e produção de arte contemporânea issotudoégrupo. Uma das organizadoras e criadoras da sobrelivros, que tem como proposição criar situações e ações visando à exposição, acervo, itinerância e venda de arte impressa e múltiplos.
acompanhe a programação da Casa Contemporânea pelo site www.casacontemporanea370.com |
|  | Oficina de arte compartilhada. Grupo de discussão e orientação de projeto com a artista Regina Carmona. Traga seus trabalhos, dúvidas e curiosidades e participe! encontros quinzenais - quarta-feira das 16:30 às 19:30. R$ 250,00/mês Casa Contemporânea - rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana - SP Faça sua inscrição pelo e-mail casacontemporanea370@gmail.com ou pelo telefone (11) 2337-3015 para mais informações consulte: www.casacontemporanea370.com |
 Evento reúne em diversos espaços da cidade e interior exposições, oficinas, encontros e muito mais Abertura: 5 de maio, sábado, das 10h às 16h Visitação: de 7 a 31 de maio de 2012 Em sua 2ª edição, o SP ESTAMPA já se tornou um marco da cidade de São Paulo. Composto por uma vasta programação, o evento agrega diversas atividades durante todo o mês de maio e é organizado pela Galeria GRAVURA BRASILEIRA. O SP ESTAMPA reúne galerias, ateliês, instituições e artistas que trabalham com a estampa sob todas as suas formas. São elas: gravuras, monotipias, lambe-lambe, múltiplos, livros de artista e fanzines. O SP ESTAMPA pretende estimular a criação de um circuito de espaços que trabalham com a estampa, mostrar aos visitantes a excepcional qualidade da gráfica nacional e ampliar o público interessado em artes visuais. Para a abertura oficial, a galeria GRAVURA BRASILEIRA, inaugura a exposição “Coletiva SP ESTAMPA 2012” com projetos de 17 artistas selecionados a partir de um edital aberto que convocou todos os que quisessem participar do SP ESTAMPA 2012 a apresentarem um projeto de exposição nos espaços da galeria. Foram recebidas mais de 80 propostas e selecionadas 11 por um juri formado por Leya Mira Brander, Paulo Camillo Penna e Eduardo Besen. Em conjunto com a “Coletiva SP ESTAMPA 2012” será inaugurada a “Livraria SP ESTAMPA“ com livros de artista, álbuns de gravura, livros de arte sobre os artistas da galeria, múltiplos, fanzines de artistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Campinas, Natal, Belo Horizonte, Curitiba, Crato, Alemanha, Itália e Japão. A 1ª edição, em maio de 2011, contou com a participação de 38 espaços de todo o Brasil com exposições, cursos, palestras, workshops, instalações e publicações para um público aproximado de 10.000 pessoas. Em 2012 o evento conta com a participação de 60 espaços na cidade de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Natal, Piracicaba, Santos e Campinas. Veja a programação completa no link abaixo: http://www.gravurabrasileira.com/destaques.asp?destaqueId=50&lang=ptSERVIÇO: ABERTURA OFICIAL SP ESTAMPA 2012 05 DE MAIO | SÁBADO | 2012 GALERIA GRAVURA BRASILEIRA Abertura- das 10h às 16h Visitação- de 07 a 31 de maio de 2012 seg a sex- das 10h às 18h | sáb- das 11h às 13h 
|  | a oficina está só começando. Estamos agora, no processo de montagem das câmeras aguardando o próximo encontro para sair registrando, de forma rudimentar, cenas do cotidiano, paisagem, objetos e tudo aquilo que o olhar de cada um selecionar. Acompanhe a programação pelo site www.casacontemporanea370.com e prepare-se para participar próxima.
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|  | SOBRE UMA EXPOSIÇÃO – SETE NA CASA
O que é uma exposição? Como a vemos ou como ela se configura? Seria ela um “evento”? Essas são perguntas que faço não só em relação às exposições aqui na Casa Contemporânea, mas em outros espaços e condições, além de teorias que tentam transforma-las no próprio trabalho. Uma exposição não é simplesmente um ajuntamento de trabalhos (embora muitas exposições o sejam...) tampouco um evento convertido em trabalho; se assim, simploriamente fosse, prateleiras com louças ou com auto peças também estão expostas ou então ela se reduziria ao dia da abertura e, portanto, morreria assim que nasce. Exceto se todos os dias fossem de abertura... convenhamos que neste caso melhor seria ir a um show já que, aí sim, a única intenção é se divertir. A dimensão de uma exposição é bem outra: é a dimensão do questionamento e da explicitação da dúvida sobre o fazer, onde o artista coloca não só para quem vê como para si mesmo sua produção fora da proteção do atelier. Tendo uma trajetória de alguns anos em pesquisa e produção é assim que este grupo de sete artistas se coloca para nós. Os desenhos de Beatriz Nogueira poderiam ser classificados também como site specific pois, em sua relação simbiótica com o espaço que ocupam, seus quase esqueletos e colagens vão crescendo ao mesmo tempo em que transformam o espaço em que estão e que nos recebe. Analogamente, Ana Almeida com suas esculturas moles, quase seres que perpassam pelos espaços como se procurassem algo, talvez sua própria história, completa-se com uma série de fotos. Nada mais apropriado que o título Quando fui outro, retirado de Fernando Pessoa. Eliana Assis, com o trabalho segundo clichê, usa imagens de jornal onde intervêm tanto na imagem como na disposição gráfica. Aqui não há intenção de uma história a ser contada, mas sim uma maneira de intervir em um suporte truncado, congestionado e através disto ressignifica-lo, alterando imagens para criar composições variadas. Marilde Stropp ocupa a sala de vídeo com Água Pesada. Como na poesia dinâmica de Edgar Alan Poe aqui a visão idílica de cursos d’água límpidos cede lugar a um magma infecto e repugnante que, porém, nada mais é que... água. Na parte superior temos Ruth Alvarez, Natasha Barricelli, Beatriz Nogueira e Malvina Sammarone. Beatriz, de forma diferente de sua intervenção no piso inferior, instala um portal que parece ora dividir a sala em duas ora serve como uma moldura para o que vemos, mas é um elemento autônomo. Natasha também cria uma “moldura” para uma imagem, mas qual é ela? Tal e qual o roubo de uma peça famosa, o inventário de Natasha se faz pelo que não vemos, mas intuímos que havia. Ruth Alvarez tenta dar presença ao tempo com Relógio de areia. Através de um vídeo e desenhos mostra-se uma tarefa interminável tornar visível o tempo, mas por meio dessa circularidade tomamos contato com a dimensão abstrata desse tempo, que oscila entre o racional, o mecânico e o intuitivo, o biológico. Talvez, dessa forma, possamos compreendê-lo melhor. Malvina Sammarone, com o projeto um em cada mão, também oscila entre dois campos. Os vídeos que ela apresenta, mais do que um processo são metáforas do fazer artístico, do embate entre um lado racional e outro intuitivo. Aqui a busca da coordenação física incerta, tateante, em traduzir um enunciado mental tem uma demonstração clara. O trabalho artístico é, na grande maioria dos casos, um fazer solitário. Unir-se em grupo pode nos ajudar a pensar, facilitar atividades externas a este fazer, mas ligadas a ele. Não é outro o motivo pelo qual o artista produz para si mesmo, mas busca o outro porque sabe que é isto que o conecta com a humanidade e, em essência, com o que ele é.
Marcelo Salles
a exposição fica em cartaz até 12/05/12 de terça a sexta das 14 às 19h. sábados das 11 às 17h. Rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana tel: (11) 2337-3015 casacontemporanea370@gmail.com |
|  | A coletiva SETE NA CASA abre amanhã, à partir das 11h. As artistas estiveram na Casa ao longo da semana toda trazendo trabalhos, acompanhando a montagem, discutindo o projeto expográfico e atentas a todos os detalhes. Ana Almeida, Beatriz Nogueira, Eliana Assis, Malvina Sammarone, Marilde Stropp e Ruth Alvarez, tiveram o acompanhamento de seus projetos durante o ano passado com a artista Edith Derdik, nesta exposição apresentam o resultado desse processo, a primeira coletiva de uma série que está por vir. Aguardamos sua visita. A Casa está aberta para vistação de terça a sexta das 14 às 19h e sábado das 11 às 17h. Rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana casacontemporanea370@gmail.com telefone: (11) 2337-3015 |
 " Sete artistas formam um grupo, pesquisam, discutem, produzem e, por fim, apesar das diferentes formas e linguagens, resolvem montar uma exposição. A coletiva Sete na Casa traz vídeos, desenhos, instalações, fotos e site specific que mostram o resultado dos encontros periodicos feitas por essas artistas"
Abertura: 14/04 das 11 às 17h. Visitação: 17/04 a 12/05 terça a sexta das 14 às 19h. sábado das 11 às 17h. rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana - SP www.casacontemporanea370.com

|  | Na tarde do sábado 24/03 Juliana nos levou para um tour nas galerias e museus de Nova Iorque. Em breve lançaremos vídeo do resumo desta viagem mas você já pode conhecer alguns dos artistas no www.select.art.br Não perca o próximo Café Contemporâneo com Rafaela Jemmene, dia 28/04, 15h. Acompanhe nossa programação www.casacontemporanea370.com
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|  | Reflito, intrigada, sobre aquilo que comumente chamamos de referência em arte, como que esta fosse condição primeira para contextualizar uma obra dentro de algum discurso “sério” que legitime todos os motivos “fundamentais” para a elaboração da produção artística. Desconfio das palavras que antecedem a materialização da obra, talvez pela minha longa experiência no acompanhamento de projetos cujas naturezas, beiram ao imponderável. O alimento do artista,aquilo que para ele é capaz de transformar todo o seu pensar e fazer arte, é o que acredito ser “referência”, podendo este vir de fontes e lugares nunca antes “navegados”, ainda que pavimentado por pesquisas incansáveis entre livros e materialidades distintas. Aquilo que move o artista pode estar impregnado nas superficies das calçadas, na terra vermelha que tinge os pés, as roupas e numa metáfora ser transformado em “combustível” para uma longa produção em pinturas sobre lona intituladas “Marcas de Passagens – série chão” de Marli Fronza, que acompanho desde 2006, por ocasião de sua participação na residência artística do“Atelier Amarelo” em São Paulo. Essas marcas, transmudadas, aqui também se apresentam na performance “Inevitável”, elaborada sob a orientação de Gustavo Sol, onde Marli opera uma ação rotineira e repetitiva do preparo da comida,da arrumação e limpeza dos pratos, copos, mesa, com gestos precisos, calmos, mas de grande densidade dramática, aos poucos o limpar transforma-se em um sujar sem controle e a terra imunda todos os objetos de cena, são as marcas, cicatrizes veladas que emergem no silêncio do desejo domesticado. Neil Milanezi, desenvolve a série de desenhos “Hipótese de uma primavera perpétua”, fomentada pelas inquietações provocadas pelas imagens das tragédias recentes estampadas em jornais japoneses, que se contrapoem aos delicados desenhos de crianças, gueixas e atores de Kabuki. Nesta série, passado e presente tecem e tencionam outras narrativas que, segundo Neil seguem às avessas, a profecia de uma hipótese de uma primavera perpétua, provocada pelo deslocamento do eixo da terra, comentada na obra “Pluralidade dos mundos habitados”(1862) do astrônomo francês Nicolas Camille Flammarion (1842-1925), onde o autor discursa sobre a habitabilidade deste e de outros mundos a partir dos estudos comparativos do sistema solar. De um lado “os jornais mostram personalidades e a loucura da exposição midiática e sua atração pelo escândalo, crime e tragédia, e a mistura perigosa com outras coisas mais prosaicas, a programação da tv, padrões de beleza, etc e que para mim (Neil) criam outras narrativas.” Pintura, performance, quadrinhos, jornal, colagem, desenho, ambos artistas desenvolvem suas poéticas inflamados pelas imagens, ou melhor pelas sensações de cor, corpo, tinta, papel, lapis e sem preocupações com modismos contemporâneos buscam aquilo que realmente importa no processo da construção dos sentidos de suas obras. É com grande satisfação que apresento Marli Fronza e Neil Milanezi, contemplados com o prêmio “Incentivo `a produção artística” no III Tatuiart 2011 realizado pela AMART Cultural, com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Ponto de Cultura, Mais Cultura, Ministério da Cultura e do Governo Federal, pela primeira vez em São Paulo, na Casa Contemporânea.
Katia Salvany Curadora São Paulo, março 2012.
a exposição está em cartaz até 17/03/12 Rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana - SP segunda a sexta das 14 às 19h. sábado das 11 às 17h.
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|  | Foi no sábado, 03 de março a abertura das individuais "PROJETO DE PASSAGENS: série chão e performance", de Marli Fronza e "HIPÓTESE DE UMA PRIMAVERA PERPÉTUA", de Neil Milanezi, contemplados com o prêmio “Incentivo à produção artística” no III Tatuiart 2011 realizado pela AMART Cultural, com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Ponto de Cultura, Mais Cultura, Ministério da Cultura e do Governo Federal. Com curadoria de Katia Salvany, as exposições ficam em cartaz até 17 de março. Venha visitar! Casa Contemporânea Rua capitão Macedo, 370 - vila Mariana - SP tel: (11) 2337-3015
fotos de Marcia Gadioli e Raquel Fayad casacontemporanea370@gmail.com de segunda a sexta das 14 às 19h. sábado das 11 às 17h. |
 A artista propõe um grupo com encontros semanais para discussões, orientação e experimentações, uma abordagem sobre a linguagem contemporânea. mais informações, acesse: http://www.casacontemporanea370.com/oficinadearte.htmle FAÇA SUA INSCRIÇÃO! casacontemporânea370@gmail.com ou (11) 2337-3015 Regina Carmona Sua obra baseia-se em experiências pessoais, nas relações sensoriais com o meio ambiente, a natureza e os elementos ocultos; o corpo como um espaço sagrado que exige amor, alimento e respeito. Artista mestre em poéticas visuais, formada ECA-USP, destaca-se nos anos 90 através do Projeto Nascente e Heranças Contemporâneas do MAC e USP. Participa de importantes exposições e mostras; instalações, intervenções e projetos no Brasil e no exterior, viagens de pesquisa e residências de arte em fundações como Sanskriti Kendra, Índia; Hame, Finlândia, Tescani, Romênia. Arte não se dá somente no ato de fazer, mas na conquista de sua significação. 
|  | Em sua primeira exposição individual, Lília Malheiros apresenta um conjunto de trabalhos que surpreende pela qualidade e intensidade de suas cores. Na contramão de grande parte do que se tem visto em grandes exposições midiáticas como sinônimo de pintura contemporânea, a artista aposta na capacidade afirmativa, e por que não arriscar, emancipatória, da matéria densa que vibra na superfície de seus quadros. Há neles a inteligência de um olhar que soube condensar de forma reflexiva uma sabedoria pictórica que caracteriza de modo muito particular a pintura brasileira dos últimos 20 anos, sobretudo aquela que vem se realizando em São Paulo. Penso aqui no trabalho de grandes coloristas como Paulo Pasta, Fábio Miguez, Sérgio Sister, Rodrigo Andrade, entre outros, que a despeito das idas e vindas das modas ou tendências artísticas, continuaram durante todos esses anos pintando e acabaram, a meu ver, estabelecendo as bases para uma rica tradição da Pintura Brasileira Contemporânea que já não pode ser mais ignorada. Lília Malheiros se formou neste solo fértil e é evidente que mantém afinidades com estes artistas. Seus quadros revelam a mesma vontade de expansão por meio de grandes campos de cor que encontramos, por exemplo, nas telas e desenhos de Sister. Por outro lado, há uma delicadeza tonal nas suas composições, uma melodia afinada que nos lembra Pasta. Assim como nos quadros de Miguez dos anos 2000, há aqui também uma sobreposição de faixas e outros elementos geométricos que remete ao processo de colagem e sua função de desconstrução do espaço unitário por meio da quebra da grade moderna: espaço contemporâneo que dificilmente aceita de maneira pacificada a ilusão. No entanto, seu trabalho é isso tudo e outra coisa. O que não é nada simples ou banal. Suas telas apresentam uma tensão entre a vitalidade de cores de alta voltagem expressiva e uma ordenação mínima do espaço. A presença estabilizadora de uma geometria, deduzida à princípio de uma provável linha do horizonte contribui, antes de mais nada, para que nosso olhar não seja nem capturado para o interior da tela, nem vagueie sem rumo por sua superfície. Há um duplo movimento que busca um equilíbrio entre esses grandes campos monocromáticos de cor, que a princípio têm um efeito bastante envolvente, e os descolamentos das faixas, também em cores poderosas, que entram como uma espécie de elemento dissonante, evitando que o campo espacial se dissolva em uma experiência apaziguadora. O trabalho de Lília Malheiros nos lembra da necessidade de mantermos aberta a porta da espontaneidade nos tempos homogêneos que nos cercam, mesmo que a partir de uma estrutura aparentemente repetitiva.
Taisa Palhares
visite a exposição na Casa Contemporânea Rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana - SP tel: (11) 2337-3015 casacontemporanea370@gmail.com ATÉ 31 DE MARÇO DE 2012 de segunda a sexta das 14 às 19h. sábado das 11 às 17h. |
|  | Amanhã, sábado, 03/03, abre a exposição de Marli Fronza e Neil Milanezi, artistas premiados no III TatuiArt 2011. Venha participar! 15h. Rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana tel: 11 2337-3015 casacontemporanea370@gmail.com
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|  | aconteceu terça-feira, a abertura da exposição de Lília Malheiros com a presença de artistas, amigos e familiares. Mais uma vez a Casa estava cheia! A exposição fica em cartaz até 31/03/2012. Não perca. Rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana - SP tel (11) 2337-3015 casacontemporanea370@gmail.com
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 Com curadoria de Katia Salvany, a exposição individual de Neil Milanezi "Hipótese de uma Primavera Perpétua" abre sábado 03/03/12 - 15h.
Reflito, intrigada, sobre aquilo que comumente chamamos de referência em arte, como que esta fosse condição primeira para contextualizar uma obra dentro de algum discurso “sério” que legitime todos os motivos “fundamentais” para a elaboração da produção artística. Desconfio das palavras que antecedem a materialização da obra, talvez pela minha longa experiência no acompanhamento de projetos cujas naturezas, beiram ao imponderável. O alimento do artista,aquilo que para ele é capaz de transformar todo o seu pensar e fazer arte, é o que acredito ser “referência”, podendo este vir de fontes e lugares nunca antes “navegados”, ainda que pavimentado por pesquisas incansáveis entre livros e materialidades distintas. Aquilo que move o artista pode estar impregnado nas superficies das calçadas, na terra vermelha que tinge os pés, as roupas e numa metáfora ser transformado em “combustível” para uma longa produção em pinturas sobre lona intituladas “Marcas de Passagens – série chão” de Marli Fronza, que acompanho desde 2006, por ocasião de sua participação na residência artística do“Atelier Amarelo” em São Paulo. Essas marcas, transmudadas, aqui também se apresentam na performance “Inevitável”, elaborada sob a orientação de Gustavo Sol, onde Marli opera uma ação rotineira e repetitiva do preparo da comida,da arrumação e limpeza dos pratos, copos, mesa, com gestos precisos, calmos, mas de grande densidade dramática, aos poucos o limpar transforma-se em um sujar sem controle e a terra imunda todos os objetos de cena, são as marcas, cicatrizes veladas que emergem no silêncio do desejo domesticado. Neil Milanezi, desenvolve a série de desenhos “Hipótese de uma primavera perpétua”, fomentada pelas inquietações provocadas pelas imagens das tragédias recentes estampadas em jornais japoneses, que se contrapoem aos delicados desenhos de crianças, gueixas e atores de Kabuki. Nesta série, passado e presente tecem e tencionam outras narrativas que, segundo Neil seguem às avessas, a profecia de uma hipótese de uma primavera perpétua, provocada pelo deslocamento do eixo da terra, comentada na obra “Pluralidade dos mundos habitados”(1862) do astrônomo francês Nicolas Camille Flammarion (1842-1925), onde o autor discursa sobre a habitabilidade deste e de outros mundos a partir dos estudos comparativos do sistema solar. De um lado “os jornais mostram personalidades e a loucura da exposição midiática e sua atração pelo escândalo, crime e tragédia, e a mistura perigosa com outras coisas mais prosaicas, a programação da tv, padrões de beleza, etc e que para mim (Neil) criam outras narrativas.” Pintura, performance, quadrinhos, jornal, colagem, desenho, ambos artistas desenvolvem suas poéticas inflamados pelas imagens, ou melhor pelas sensações de cor, corpo, tinta, papel, lapis e sem preocupações com modismos contemporâneos buscam aquilo que realmente importa no processo da construção dos sentidos de suas obras. É com grande satisfação que apresento Marli Fronza e Neil Milanezi, contemplados com o prêmio “Incentivo `a produção artística” no III Tatuiart 2011 realizado pela AMART Cultural, com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Ponto de Cultura, Mais Cultura, Ministério da Cultura e do Governo Federal, pela primeira vez em São Paulo, na Casa Contemporânea.
Katia Salvany
Visitação: segunda a sexta das 14 às 19h. sábados das 11 às 17h. Casa Contemporânea rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana - SP casacontemporanea370@gmail.com

 Com curadoria de Katia Salvany, a exposição individual de Marli Fronza "Projeto Marcas de Passagens: série chão e performance" abre sábado 03/03/12 - 15h.
Reflito, intrigada, sobre aquilo que comumente chamamos de referência em arte, como que esta fosse condição primeira para contextualizar uma obra dentro de algum discurso “sério” que legitime todos os motivos “fundamentais” para a elaboração da produção artística. Desconfio das palavras que antecedem a materialização da obra, talvez pela minha longa experiência no acompanhamento de projetos cujas naturezas, beiram ao imponderável. O alimento do artista,aquilo que para ele é capaz de transformar todo o seu pensar e fazer arte, é o que acredito ser “referência”, podendo este vir de fontes e lugares nunca antes “navegados”, ainda que pavimentado por pesquisas incansáveis entre livros e materialidades distintas. Aquilo que move o artista pode estar impregnado nas superficies das calçadas, na terra vermelha que tinge os pés, as roupas e numa metáfora ser transformado em “combustível” para uma longa produção em pinturas sobre lona intituladas “Marcas de Passagens – série chão” de Marli Fronza, que acompanho desde 2006, por ocasião de sua participação na residência artística do“Atelier Amarelo” em São Paulo. Essas marcas, transmudadas, aqui também se apresentam na performance “Inevitável”, elaborada sob a orientação de Gustavo Sol, onde Marli opera uma ação rotineira e repetitiva do preparo da comida,da arrumação e limpeza dos pratos, copos, mesa, com gestos precisos, calmos, mas de grande densidade dramática, aos poucos o limpar transforma-se em um sujar sem controle e a terra imunda todos os objetos de cena, são as marcas, cicatrizes veladas que emergem no silêncio do desejo domesticado. Neil Milanezi, desenvolve a série de desenhos “Hipótese de uma primavera perpétua”, fomentada pelas inquietações provocadas pelas imagens das tragédias recentes estampadas em jornais japoneses, que se contrapoem aos delicados desenhos de crianças, gueixas e atores de Kabuki. Nesta série, passado e presente tecem e tencionam outras narrativas que, segundo Neil seguem às avessas, a profecia de uma hipótese de uma primavera perpétua, provocada pelo deslocamento do eixo da terra, comentada na obra “Pluralidade dos mundos habitados”(1862) do astrônomo francês Nicolas Camille Flammarion (1842-1925), onde o autor discursa sobre a habitabilidade deste e de outros mundos a partir dos estudos comparativos do sistema solar. De um lado “os jornais mostram personalidades e a loucura da exposição midiática e sua atração pelo escândalo, crime e tragédia, e a mistura perigosa com outras coisas mais prosaicas, a programação da tv, padrões de beleza, etc e que para mim (Neil) criam outras narrativas.” Pintura, performance, quadrinhos, jornal, colagem, desenho, ambos artistas desenvolvem suas poéticas inflamados pelas imagens, ou melhor pelas sensações de cor, corpo, tinta, papel, lapis e sem preocupações com modismos contemporâneos buscam aquilo que realmente importa no processo da construção dos sentidos de suas obras. É com grande satisfação que apresento Marli Fronza e Neil Milanezi, contemplados com o prêmio “Incentivo `a produção artística” no III Tatuiart 2011 realizado pela AMART Cultural, com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Ponto de Cultura, Mais Cultura, Ministério da Cultura e do Governo Federal, pela primeira vez em São Paulo, na Casa Contemporânea.
Katia Salvany
Visitação: segunda a sexta das 14 às 19h. sábados das 11 às 17h. Casa Contemporânea rua Capitão Macedo, 370 - Vila Mariana - SP casacontemporanea370@gmail.com 
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